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Proteste contra a aprovação do Deputado/Pastor Marco Feliciano como Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

Proteste contra a aprovação do Deputado/Pastor Marco Feliciano como Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara
  
  

 


Por que isto é importante

Como se sabe, o Deputado e também Pastor Marco Feliciano acaba de ser eleito Presidente da Comissão de Direitos Humanos (http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/03/marco-feliciano-e-eleito-presidente-da-comissao-de-direitos-humanos.html).
Esse Deputado é conhecido por suas posições homofóbicas (veja o seguinte texto dele: http://www.marcofeliciano.com.br/blog/index.php/ativismo-gay-so-serve-para-promover-violencia-acorda-brasil/) e por controversas declarações sobre os africanos (leia-se aqui aqueles da África subsaariana, que é a porção mais pobre e castigada do Continente, e com predomínio absoluto de negros), cujas mazelas decorreriam não da história (real) do Continente, mas da história (fictícia) de Gênesis 9, em que Canaã (supostamente ancestral dos africanos - o que em nenhum momento está claro na Bíblia) é amaldiçoado por Noé (http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/deputado-maldicao-africana-tambem-chegou-ao-brasil).
O Deputado diz que os cristãos sabem o que é perseguição, pois ja foram perseguidos - daí ser ele apto a tratar do tema minorias (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/marcos-feliciano-pode-assumir-comissao-de-direitos-humanos). Esquece que a perseguição já não encontra resquício algum no mundo predominantemente cristão (no qual o Brasil se insere); é o tipo de ferida que já cicatrizou de há muito. É bem diferente da situação, por exemplo, dos negros ("cananeus"), que ainda hoje sofrem no Brasil em razão de fatos passados - enfim, não houve cicatrizarão da ferida.
Parece evidente que um Deputado com tais posições não pode presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O Brasil está caminhando perigosamente na direção de um estado religioso. A bancada evangélica já não é mais motivo de chacota, mas um risco ao estado laico e que preserva os direitos de grupos historicamente desprotegidos.

Postado março 3, 2013
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