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Petição contra a Demolição do Complexo Laboratorial do Maracanâ - Lanagro

Petição contra a Demolição do Complexo Laboratorial do Maracanâ - Lanagro
  
  

 


Por que isto é importante

Sou Douglas Carrara, antropólogo indigenista e venho acompanhando indignado o processo de demolição e desmanche dos Laboratórios do Lanagro, no Maracanã na cidade do Rio de Janeiro apenas para construir um estacionamento e um shopping e atender os turistas e torcedores da Copa do Mundo de 2014. Com a demolição e o desmache, todos os moradores aqui do Rio do Janeiro estão ameaçados de perder o serviço de inspeção federal de bebidas e alimentos em geral!
O Complexo Laboratorial do Maracanã (Lanagro) (14.300 m2) pertence ao Ministério da Agricultura e existe desde 1938, no mesmo local, e todo os importantíssimos equipamentos de análise, de alto custo financeiro, importados e adquiridos com dinheiro público e a mão de obra especializada de veterinários, engenheiros químicos, agrônomos, microbiologistas, zootecnistas, ficaria sem destino, o que, com certeza, vai gerar no mínimo um ou dois anos ou talvez mais para que o Rio de Janeiro volte a fiscalizar através de análises laboratoriais, toda a produção industrial de alimentos, grãos, bebidas, carnes, laticínios e derivados. Trata-se, portanto, de um laboratório de referência nacional. Algumas análises somente podem ser realizadas no local, porque não existem nos outros estados brasileiros equipamentos similares, e o que é pior, adquiridos com verba pública. Recentemente pesquisas desenvolvidas pelo laboratório federal Lanagro de Pedro Leopoldo (MG), demonstrou que 80% do café brasileiro está contaminado por aflatoxinas, uma substãncia altamente tóxica, cancerígena, produzida por um fungo, em função de falhas no processo de produção do grão de café. .
Além disso, no Jornal do Brasil de 30/10/2012, foi publicada uma denúncia de que uma pesquisa feita pela Unifesp de São Paulo demonstrou que bebidas alcoólicas clandestinas, como cachaça, uisque falsificado e licores artesanais apontam a presença de substâncias tóxicas como cobre, metanol e carbamato de etila. As contaminações são tão altas que, em algumas amostras, era possível perceber a olho nu, que a bebida estava falsificada e contaminada. O metanol, se ingerido, pode causar cegueira e até levar à morte.
Portanto o fechamento do laboratório Lanagro do Rio de Janeiro, pode diminuir drasticamente a inspeção sanitária federal e prejudicar a ação dos fiscais federal agropecuários, além de sobrecarregar os demais laboratórios da Lanagro ainda existentes em outros Estados brasileiros.
Trata-se portanto de uma medida, que consideramos criminosa, e que está sendo promovida pelo novo Superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA-RJ), Deputado Federal Bernardo Ramos Ariston (PMDB), recentemente nomeado.
No dia 9 de novembro de 2012, o Sr. Ícaro Moreno Junior da EMOP (Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro enviou um oficio ao Superintendente Federal Bernardo Ramos Ariston do Ministério da Agricultura solicitando a desocupação da área dos laboratórios do Lanagro em 7 dias. O Sr. Icaro alega que o imóvel foi vendido ao Governo do Estado (29/10/2012), e portanto exige a desocupação do prédio. Se a população do Estado do Rio de Janeiro souber do que está acontecendo provavelmente vai tentar impedir, com certeza, que tal descalabro aconteça. Como a maior parte dos equipamentos são importados, avaliamos que apenas em termos de equipamentos de análise químicas e microbiológicas, deve perfazer o total de 2 bilhões de reais, todo o conjunto dos equipamentos. Os 40 funcionários do Lanagro do Maracanã, técnicos de diferentes áreas, estão em pânico, sem saber para onde recorrer.

Postado dezembro 8, 2012
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